segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Porta-treco com caixinha de disquete

Sabe aquelas caixinhas de acrílico onde costumávamos guardar disquetes? Dando uma geral em algumas coisas que estavam ainda na casa da minha mãe, descobri que eu tinha quatro delas e fiquei imaginando o que fazer, já que são bem bonitinhas e eu não tive coragem de jogá-las fora. Então resolvi transformá-las em porta-trecos e presenteá-las a amigas minhas.

Dá uma conferida no resultado...





Espero que tenha gostado. 

Abração!


domingo, 14 de agosto de 2011

Uma singela homenagem aos pais

 



Hoje fui prestigiar meu marido em sua participação no Circuito Athenas como corredor e tive a alegria de me assentar próximo a uma família super simpática que tem o Lucas, de mais ou menos 5 anos, como o caçula. Papo vai, papo vem, ele me contou que já havia parabenizado o pai (que também estava correndo) pelo seu dia dando-lhe um cartão e que tinha escrito nele que o pai é um herói, o seu super-herói. Na hora eu me lembrei de uma historinha que escrevi há um tempo e resolvi postar aqui como formar de homenagear os pais. 


MEU ÍDOLO É VOCÊ!
- Papai...
- Hum...
- Estou com medo...
- Hum? Medo de quê, meu filho?
- Tive um sonho muito feio.
- Teve um sonho ruim e agora está com medo?
- É... posso dormir aqui com vocês?
- Pode ficar aqui só até o medo passar. Depois você vai para o seu quarto. Combinado?
- Sim, papai.
- E vamos conversar baixinho para não incomodar a mamãe, ok?
Marcos balançou a cabeça concordando e aconchegou-se entre seus pais. O rostinho tinha uma expressão assustada, normal para os seis aninhos ainda incompletos, e ficou olhando para o teto depois que se deitou, pensando no quanto é ruim ter pesadelos.
- O que está acontecendo aqui, Jorge? – Perguntou a mãe com voz baixa e olhos semiabertos.
- Nada, meu bem. O Marcos sonhou com coisas ruins e está esperando o medo passar. Ele vai ficar aqui um pouquinho recuperando o folêgo.
- Ah, sim... – A mãe fez carinho na cabeça do filho, segurou uma de suas mãos e se virou para dormir novamente.
Enquanto isso, o pai preparava-se para contar uma boa história para Marcos. Quando começaria a história, o filho surpreendeu-o com uma pergunta.
- Papai, o que é ídolo?
- Ídolo?
- Hum, hum...
- Por que está perguntando sobre isso?
- Porque ouvi essa palavra num desenho da televisão. O senhor sabe o que é?
- Bom... ídolo é uma pessoa a quem admiramos muito.
- Admiramos?
- É. Alguém que achamos legal, que faz coisas bacanas ou que queremos ser algum dia.
- E o senhor quis ser como alguém, papai?
O pai sorriu para o filho.
- Acho que não. Na verdade quis ser eu mesmo, sabe? Mas eu tive grandes ídolos na minha vida.
- Nossa! Que legal!
- É sim.
- De quem o senhor gostava?
- Hum... Papai era fã do Ayrton Senna. Lembra da história que lhe contei sobre o piloto de carros velozes?
- Lembro... Achei irado o filme que me mostrou dele correndo!
- Pois é. Ele era uma pessoa legal e corria como ninguém.
Marcos então calou-se e ficou olhando o pai contando as histórias sobre um dos grandes pilotos de todos os tempos. Enquanto escutava, ficou imaginando quem seria o seu grande e verdadeiro ídolo. Pensou em todas as possibilidades, desde seu carrinho vermelho com que tanto gostava de brincar, até nos super-heróis de suas aventuras favoritas. No entanto, nenhum deles era tão legal ou fazia coisas tão bacanas quanto um amigo em especial que ele tinha.
- Papai...
- Oi.
- Eu também tenho um ídolo.
- Uau! Pequenino assim e já tem um ídolo?
- Hum, hum...
O pai novamente sorriu para o filho e perguntou-lhe:
- E você pode me contar quem é o seu ídolo ou ainda é segredo?
- Não é segredo não.
- Então me conta quem é. Estou curioso.
Marcos deu uma risadinha tampando a boca para não fazer muito barulho. Estava se divertindo com a curiosidade do pai sobre quem seria seu ídolo. Mal poderia ele imaginar quem era.
- Vou lhe contar, papai. Só que antes tem que me prometer que amanhã vai trazer picolé para mim.
- Seu espertinho! – Retrucou o pai fazendo caretas para o menino.
- Vamos, papai! Prometa! Se não, não conto.
- Prometo, prometo.
O silêncio então tomou conta do quarto diante da expectativa de se contar e de se saber sobre o grande ídolo de Marcos. O pai virou o rosto para ver o que o filho estava fazendo e deparou-se com dois olhinhos vivazes olhando para ele. Foi quando Marcos disse:
- Meu ídolo é você, papai.
E falou tão baixinho que o pai achou que não havia entendido o que o filho disse.
- Como?
- Meu único e grande ídolo é você, papai! De verdade!
Jorge, neste momento, não conseguiu segurar a emoção. Lágrimas brotaram-lhe nos olhos e um aperto de alegria tomava conta de seu coração. Abraçou o filho e disse com a voz embargada:
- Eu te amo, meu filho.
- Eu também te amo, papai...
Assim, os dois ficaram ali contando histórias e rindo juntos. A essa altura, o menino não sentia mais medo nem se lembrava do sonho ruim. O pai já não queria que Marcos voltasse para o quarto. E a mamãe, acreditem, não dormiu nada. Ficou caladinha, ouvindo tudo cheia de alegria, só pegando no sono quando os dois grandes amores da vida dela, por fim, adormeceram.   








Feliz Dia dos Pais a todos que tenham a honra de sê-lo.

Ao meu pai, que já não se encontra entre nós, 
minha eterna saudade!